Dimensionamento Média Tensão

Dimensionamento Fotovoltaico Grupo A:

O Dimensionamento Fotovoltaico Grupo A está cada vez mais evidente no setor de energia solar.

Esse Dimensionamento Fotovoltaico Grupo A vai além de um estudo voltado apenas para geração de energia.

A partir do estudo de caso que vamos apresentar o dimensionamento fotovoltaico Grupo A, você estará apto para: entender a fatura por completo, o passo a passo para o Dimensionamento Fotovoltaico Grupo A e quais são as opções de projetos que temos.

A fatura que utilizaremos para o Dimensionamento Fotovoltaico Grupo A:

Um bom dimensionamento GRUPO A, passa, em princípio por uma análise bem fundamentada da fatura de energia.

Essa análise servirá como base em todo o estudo e também como insumo para uma avaliação técnica em uma visita posterior ao cliente.

A fatura que iremos utilizar para análise é da concessionária EDP, que é dividida em 3 blocos:

Dados cadastrais e resumo financeiro:

Os dados que nos importam para o dimensionamento Fotovoltaico Grupo A, do primeiro bloco, é:

  • Grupo: A
  • Subgrupo: A4
  • Modalidade Tarifária: Verde
  • Demanda Fora Ponta: 100kW
  • Cidade: Vitória
  • PIS: 0,64%
  • COFINS: 2,93%
  • ICMS: 25%
  • Valor de Iluminação Pública: R$ 291,40

OBS: Esses dados são importantes e vamos utiliza-los futuramente.

Detalhamento da fatura do mês:

Nessa segunda parte da fatura da concessionária EDP, nós não utilizamos nenhum dado para dimensionarmos o sistema.

Histórico de consumo:

Diferentemente do segundo bloco, o terceiro é de suma importância para dimensionarmos o sistema fotovoltaico GRUPO A.

O histórico de consumo, junto com a demanda contratada, é um dos insumos mais ricos para chegarmos ao sistema ideal para o cliente.

O Passo a passo para Dimensionamento Fotovoltaico Grupo A:

Dando um passo atrás, precisamos ter os seguintes dados em mãos:

  • Grupo: A
  • Subgrupo: A4
  • Modalidade Tarifária: Verde
  • Demanda Fora Ponta: 100kW
  • Cidade: Vitória
  • PIS: 0,64%
  • COFINS: 2,93%
  • ICMS: 25%
  • Valor de Iluminação Pública: R$ 291,40
  • Histórico de Consumo

Com esses dados, vamos inseri-los, na planilha de dimensionamento de média tensão:

Parte I)

Note que, apesar de ter outros dados nessa planilha, nosso foco nesse momento está voltado apenas para a parte que está destacada em vermelho:

Estado: Escolhemos o estado onde o consumidor está localizado. No nosso caso, Espirito Santo.

Cidade: A escolha da cidade impactará diretamente na irradiação. A nossa planilha já possui a base de dados de irradiação de todas as cidades brasileiras.

Sendo assim, escolhemos a cidade onde o consumidor está localizado. No nosso caso, Vitória.

Distribuidora: A escolha da distribuidora impactará no valor de tarifa de energia ponto, fora ponta e demanda contratada. No nosso caso, EDP – ES.

Importante lembrar que nessa planilha há uma base de dados onde, ao escolhermos a distribuidora, as tarifas já são alteradas automaticamente.

Em seguida, vamos inserir os dados tributários:

ICMS: Esse valor, cada estado tem uma alíquota e esse valor está disponível em todas as faturas de energia. No nosso caso, 25%.

PIS e COFINS: Esses tributos são de cunho federal e variam mensalmente. Por ser um valor com baixa variação, podemos pegar a referência mensal. No nosso caso, 0,64% (PIS) e 2,93% (COFINS).

E por último:

DEMANDA CONTRATADA: Pela definição da própria Aneel a demanda contratada éa “demanda de potência ativa a ser obrigatória e continuamente disponibilizada pela distribuidora, no ponto de entrega, conforme valor e período de vigência fixados em contrato, e que deve ser integralmente paga, seja ou não utilizada durante o período de faturamento, expressa em quilowatts (kW);”

Simplificando: A demanda contrata é um valor estabelecido no momento da concepção do projeto elétrico, que posteriormente é enviado pela concessionária.

Esse valor está ligado as cargas que serão instaladas e também ao uso das cargas elétricas.

E para o nosso caso, temos 100kW

ÁREA DISPONÍVEL M²: Esse valor da área disponível deve ser calculado no momento da visita.

E se por ventura, antes do estudo preliminar você ainda não tiver realizado a visita, sugerimos que utilize o Google Maps para ter uma noção de espaço.

Em nossa visita, para esse cliente específico, temos 2.950m²

ILUMINAÇÃO PÚBLICA: O valor de iluminação publica é de acordo com as leis municipais. O que nós já vimos é que esse valor pode ser de acordo com o m² construído ou então sobre o valor do consumo.

Para nosso caso, R$291,40

CONSUMO INSTANTANEO: Para clientes residenciais, esse valor gira em torno de 20% a 40% e para clientes comerciais, entre 60% a 80%. Esses valores não são uma regra.

Logo, você deve observar como é o funcionamento de cada um dos casos. Na nossa conversar com o cliente, ele nos explicou que a empresa trabalha em horário comercial (07:00 as 19:00) e que os turnos noturnos são de menor movimento.

Por esse motivo, não escolhemos um valor de 70%.

Para um melhor entendimento do consumo instantâneo, faz-se necessário uma mediação com uso de analisadores de energia e, posteriormente, uma simulação com a geração de energia.

Parte II)

Agora, vamos preencher a segunda parte da nossa planilha:

Potência Módulo: Esse é o local onde será definido, de acordo com a sua disponibilidade de fornecedores, qual módulo utilizar no projeto fotovoltaico de média tensão.

Para esse estudo foi considerado o módulo JINKO de 340Wp.

Fatores de correção: Aqui são definidos alguns fatores de correção para o estudo fotovoltaico. Esses fatores estarão considerando as perdas antes dos módulos (sujeira e sombreamento), nos módulos (mismatch e sombreamento) e depois dos módulos (Cabeamento CC e CA e inversor).

Observação: Lembrando que a inclinação dos módulos não entra nesse fator de correção, mas se você quiser saber mais sobre esse assunto, nós preparamos um texto explicando: Clique aqui para acessar

Eles são determinados conforme a tabela abaixo:

Ao determina o valor de cada coeficiente, a própria planilha já faz o cálculo automático.

Sendo assim, o valor do fator de correção ficou em 79%.

CLIENTE: Inserir o nome do cliente.

Marca do Módulo: Quanto aos módulos que serão escolhidos para o projeto fotovoltaico, aqui vão algumas observações: Escolha os módulos pensando na eficiência deles, quais são as garantias, perdas ao longo do período de garantia e, principalmente, qual fornecedor está distribuindo esse material (a escolha da distribuidora vai lhe proporcionar uma segurança em relação ao cumprimento das garantias ou reposição).

Marca do inversor: Assim como nos módulos, a escolha do inversor tem um fator decisivo no sucesso do seu projeto, por vários motivos: Garantias, Histórico da Marca, Possibilidade de Reposição, Eficiência e Proteções.

Potência do Inversor Orçado: Esse valor vai alterar de projeto para projeto, logo, você deve escolher esse inversor de acordo com a potência da usina.

Note que, para projeto de média tensão, em muito casos, o somatório da potência não deverá ultrapassar a demanda contratada.

Para o nosso caso em especifico, foram 2 inversores de 50kW.

Parte III)

CONSUMO FORA PONTA: Por definição, o consumo fora ponta, representa, a energia consumida pela unidade consumidora no período de 21:01 as 17:59.

CONSUMO PONTA: Por definição, o consumo ponta, representa, a energia consumida pela unidade consumidora no período de 18:00 as 21:00.

DEMANDA REGISTRADA: Demanda registrada ou demanda medida, segundo a ANEEL, significa: “maior demanda de potência ativa, verificada por medição, integralizada em intervalos de 15 (quinze) minutos durante o período de faturamento;”

Todos esses valores de Consumo Fora Ponta, Consumo Ponta, Demanda Registrada, são informações que nós já coletamos para esse estudo e que é disponibilizada por todas as concessionárias.

Basta pegar esses dados e inserir manualmente de acordo com o mês.

Após inserir esses dados, a própria planilha vai retornar o TOTAL, MÉDIA e GERAÇÃO NECESSÁRIA.

COMO FUNCIONA O SISTEMA DE COMPENSAÇÃO DE ENERGIA PARA CLIENTES DO GRUPO A OU MÉDIA TENSÃO

O consumo fora ponta, ou seja, a energia que é consumida de 21:01 as 17:59, basta que o sistema gere aquilo que é necessário.

Já o consumo ponta, ou seja, a energia que é consumida de 18:00 as 21:00, o sistema precisa gerar o necessário para suprir o consumo fora ponta e mais o consumo ponta dividido pelo fator de correção.

Esse fator de correção é encontrado pelo seguinte cálculo: Tarifa de Energia Fora Ponta/ Tarifa de Energia Ponta.

Um exemplo prático de acordo com o nosso estudo de caso:

Exemplo:

Consumo médio de energia Fora Ponta = 22.629 kWh

Consumo médio de energia Ponta = 394 kWh

Tarifa de Energia Fora Ponta = 0,23765, Tarifa de Energia Ponta = 0,40283

Fator de correção = 0,23765/0,40283 = 0,5899 ou 0,59.

Consumo Ponta corrigido = 394/0,59 = 668kWh.

Ou seja, esse cliente precisa de gerar 22.629kWh+668kWh = 23.927kWh para abater todo o consumo de energia atual.

Qual o projeto mais viável financeiramente para GRUPO A?

A nossa planilha calcula 4 cenários bases para nossa análise:

POTÊNCIA NECESSÁRIA kWp: Esse cenário faz referência ao projeto que supre toda a necessidade de energia consumida do cliente.

LIMITADO DEMANDA kWp: Esse cenário faz referência ao projeto limitado pela demanda contratada.

LIMITADO PELO ESPAÇO kWp: Esse cenário faz referência ao projeto de acordo com o espaço disponível.

COM TRACKER kWp: Esse cenário faz referência em caso de utilizado do tracker.

Conclusão

Pelo nosso histórico de estudo de viabilidade econômico-financeiro, o cenário de “LIMITADO DEMANDA kWp” é o mais viável economicamente na maioria dos casos.

Isso por que o projeto de energia solar visa a redução do custo com energia e caso opte por algum dos outros cenários, seria necessário aumentar a demanda contratada pela concessionária, aumentando assim, o custo fixo com energia.

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